EnglishPortugueseSpanish
Summary In the context of Brazil and Colombia, this article examines a specific form of Islamic conversion among (Afro-)Latin Americans that differs from doctrinal or institutionally driven pathways. Rather than emerging primarily from formal religious study or missionary encounters, these conversions are shaped by cultural influences that orient individuals toward Islam and structure their engagement with the faith in contexts where sustained practice is often difficult. The article focuses on two interrelated influences. First, hip-hop and its Black political ethos provide a cultural and ethical framework through which young Afro-descendants articulate identity, social justice, and belonging. Second, engagement with African memory—mediated through diasporic histories of the transatlantic slave trade and symbolic figures such as Malcolm X—offers a lens for reinterpreting personal and collective histories. Drawing on qualitative research, the article addresses two questions: what cultural, historical, and social factors shape these pathways to Islam, and how do converts navigate the challenges of maintaining religious practice, including partial or complete disengagement? The analysis conceptualizes conversion as a form of cultural and identity work rather than a simple adoption of belief. It approaches conversion as a process of subjectivation and moral reorientation, situating these trajectories within Black Atlantic frameworks of memory and diaspora. Hip-hop emerges as a key cultural mediator, functioning both as a site of political expression and as a gateway through which religious and ethical selves are formed.
Resumo No contexto do Brasil e da Colômbia, este artigo examina uma forma específica de conversão ao Islã entre (afro-)latino-americanos que difere de trajetórias doutrinárias ou institucionalmente orientadas. Em vez de emergirem principalmente do estudo religioso formal ou de encontros missionários, essas conversões são moldadas por influências culturais que orientam os indivíduos em direção ao Islã e estruturam seu engajamento com a fé em contextos nos quais a prática sustentada frequentemente se mostra desafiadora. O artigo concentra-se em duas influências inter-relacionadas. Em primeiro lugar, o hip-hop e seu ethos político negro oferecem um arcabouço cultural e ético por meio do qual jovens afrodescendentes articulam identidade, justiça social e pertencimento. Em segundo lugar, o engajamento com a memória africana — mediado por histórias diaspóricas do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas e por figuras simbólicas como Malcolm X — oferece uma lente para reinterpretar histórias pessoais e coletivas. Com base em pesquisa qualitativa, o artigo aborda duas questões: quais fatores culturais, históricos e sociais moldam essas trajetórias de conversão ao Islã e como os convertidos lidam com os desafios de manter a prática religiosa, incluindo o afastamento parcial ou total da fé? A análise conceitua a conversão como uma forma de trabalho cultural e identitário, e não como uma simples adoção de crenças. A conversão é abordada como um processo de subjetivação e reorientação moral, situando essas trajetórias nos marcos do Atlântico Negro, da memória e da diáspora. O hip-hop emerge como um mediador cultural fundamental, funcionando tanto como um espaço de expressão política quanto como uma porta de entrada para a formação de subjetividades religiosas e éticas.
Resumen En el contexto de Brasil y Colombia, este artículo examina una forma específica de conversión al islam entre (afro)latinoamericanos que difiere de las trayectorias doctrinales o impulsadas por instituciones religiosas. En lugar de surgir principalmente del estudio religioso formal o de encuentros misioneros, estas conversiones están moldeadas por influencias culturales que orientan a los individuos hacia el islam y estructuran su relación con la fe en contextos donde la práctica sostenida suele resultar difícil. El artículo se centra en dos influencias interrelacionadas. En primer lugar, el hip-hop y su ethos político negro ofrecen un marco cultural y ético a través del cual jóvenes afrodescendientes articulan identidad, justicia social y pertenencia. En segundo lugar, la conexión con la memoria africana —mediada por las historias diaspóricas del comercio transatlántico de esclavos y por figuras simbólicas como Malcolm X— proporciona una lente para reinterpretar las historias personales y colectivas. A partir de investigación cualitativa, el artículo aborda dos preguntas: ¿qué factores culturales, históricos y sociales configuran estas trayectorias hacia el islam?, y ¿cómo negocian los conversos los desafíos de mantener la práctica religiosa, incluida la desvinculación parcial o total? El análisis conceptualiza la conversión como una forma de trabajo cultural y de construcción identitaria, más que como una simple adopción de creencias. Se la aborda como un proceso de subjetivación y reorientación moral, situando estas trayectorias dentro de los marcos del Atlántico Negro, la memoria y la diáspora. El hip-hop emerge como un mediador cultural clave, funcionando tanto como un espacio de expresión política como una puerta de entrada para la formación de subjetividades religiosas y éticas.